sábado, 28 de maio de 2011

INIMIGO NUMERO 1


O "inimigo número um" dos agricultores acaba de ser identificado pela Organização das Nações Unidas (ONU) : são as ervas daninhas. O prejuízo que elas causam às lavouras no mundo chegaria a US$ 95 bilhões por ano, com quebra da produção.
Segundo a Agência das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), uma única planta daninha, chamada de "orobanco" ou "jopo", uma raiz "agressiva" que ataca legumes, pode causar tanto a perda total das colheitas, como causar a infertilidade dos campos de produção durante anos.
O "inimigo natural número 1" dos agricultores provoca prejuízos que podem na verdade ir além dos US$ 95 bilhões (US$ 70 bilhões nos países pobres) que já equivalem pela cotação atual a 380 milhões de toneladas de trigo, ou seja, mais da metade da produção mundial para 2009. 
A perda pode ser "colossal", conforme a FAO, levando-se em conta que mais da metade do tempo que os agricultores passam no campo é destinada a arrancar ervas daninhas que nascem em meio às plantações. Em comparação, os insetos causam prejuízos de US$ 46 bilhões por ano e agentes patógenos, que causam doenças nas lavouras, US$ 84 bilhões.
Assim, para a FAO, se o agricultores quiserem aumentar a produtividade de suas lavouas, a primeira coisa a fazer é melhorar a luta contra as ervas daninhas. Uma saída, segundo a agência, é rotação das culturas, já que as ervas daninhas são biologicamente adaptadas a uma planta particular. Outro alternativa é a utilização de sementes de melhor qualidade para plantio.
A agência das Nações Unidas sugere também que para combater ervas daninhas aquáticas, vale a pena usar insetos específicos da região da Amazônia.
A situação é hoje ainda mais grave, porque mais ervas daninhas resistem a herbicidas. Nos Estados Unidos, 13 espécies dessas ervas resistem ao glifosato, de acordo com a ONU. O glifosato é o princípio ativo do herbicida Roundup Ready, da Monsanto.
Para a FAO, as ervas daninhas são também culpadas pelo fato de um bilhão de pessoas sofrerem de fome no mundo.
      

Fonte.
Valor Econômico
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