terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Brasil: Prato Cheio Para a Biopirataria.

O Brasil induz a biopirataria com seu sistema arcaico de registro de patentes e precisa aprimorá-lo com urgência, segundo o presidente da Associação Brasileira da Propriedade Intelectual (ABPI), Luiz Henrique do Amaral.
O especialista lembra que a espera pelo exame de registro de patente leva 11 anos e que para fazer estudos com material biológico um pesquisador brasileiro precisa de registro e de aprovação do Conselho de Gestão do Patrimônio Genético (CGEN).
"O CGEN está parado, é o pior dos mundos. Se você tem um regime de acesso que é tão complicado, difícil e lento, o que você está fazendo?", disse à Agência Estado no Congresso Internacional de Propriedade Intelectual, realizado no Rio. "O Brasil está induzindo a biopirataria, precisa urgentemente mudar esse sistema de patentes".
O Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) conseguiu reduzir à metade o tempo de espera para a análise de um registro de patente, mesmo assim o prazo ainda é longo demais. Há sete anos, eram necessários 22 anos de espera. Hoje, são 11 anos e o instituto trabalha para reduzir o prazo para quatro anos. Uma redução maior do prazo esbarra numa restrição legal que determina 18 meses de espera depois da entrada da primeira papelada e outros 18 para a empresa se manifestar se realmente quer que o pedido seja examinado. Antes dos primeiros 18 meses, o INPI sequer pode avaliar a questão.
Hoje, o Brasil conta com 273 examinadores. Para efeito de comparação, a Coreia do Sul dispõe de 1 mil, diz Amaral. O INPI diz que são necessários dois anos para treinar um examinador. O instituto está em processo para dobrar sua equipe de patentes, mas precisa de aprovação do Congresso Nacional.
Especialistas na área discutiram hoje no evento a importância da propriedade intelectual para o aumento da competitividade das empresas e reclamaram dos atrasos na legislação na área. O presidente da Biopalma - Vale Soluções em Energia, Ivo Fouto, afirmou que a companhia precisa comprar no exterior todas as sementes de palma que utiliza, por não existir desenvolvimento tecnológico para esta área no Brasil. "Esta é uma área com grande potencial de desenvolvimento", disse.
Ele disse que é preciso não apenas registrar a patente, mas também proteger a tecnologia criada e conseguir remuneração por ela, via royalties ou outra ferramenta de captura de valor. Fouto reclama dos entraves à aplicação de novas tecnologias no Brasil e no exterior. Segundo ele, a Biopalma poderia contribuir para o aumento da produção de alimentos em países em desenvolvimento, como em Moçambique, onde tem operações. "Somos impedidos de aplicar tecnologias por falta de disponibilidade tecnológica", disse.
Fonte:
www.info.abril.com.br

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Controle Genético do Desenvolvimento Muscular.


No ano de 1997, noticiários internacionais divulgados no mês de maio, emitiram informações sobre novas descobertas no campo da genética, ligadas ao desenvolvimento muscular. Os cientistas Se-Jin Lee, Alexandra McPherson e Ann Lawer, biólogos moleculares da Universidade John Hopkins, conseguiram criar um superrato, com costas e quadris mais largos. Com a eliminação de um só gene (que limita o crescimento muscular), foi possível a “fabricação” de verdadeiros gigantes, um pouco estranhos, porém extremamente dóceis, segundo relatos iniciais.
Os pesquisadores descobriram que a musculatura esquelética é originada por meio de uma complexa cadeia de regulação gênica chamada miogênese, na qual células dos somitos sofrem determinação e diferenciação, formando fibras musculares. Durante a miogênese, genes específicos são ativados, sendo expressos em local e tempo determinados. Dentre estes genes estão os fatores reguladores da miogênese (MFRs) da família MyoD, composta pelos genes MioD, Myf 5, miogenina e MFR4, e ainda os fatores trans-formantes de crescimento beta (TGFb), sendo a MIOSTATINA (GDF-8) um deles. A miostatina age como regulador negativo no desenvolvimento da musculatura esquelética, bloqueando a ação dos MFRs. Os animais com a aparência de musculatura dupla apresentam mutações neste gene, gerando transcritos alternativos, que favorecem o desenvolvimento da musculatura esquelética.
Todos os trabalhos publicados sobre a miostatina são relacionados à Agropecuária, Zootecnia e Veterinária, sendo que alguns versam sobre a criação de aves de corte (como por exemplo frangos), criação de peixes, criação de carneiros e (a grande maioria) sobre gado de corte.
Um trabalho recente, realizado por cientistas do Laboratório de Genética Molecular da Faculdade de Veterinária de  Madrid, estudou a Hipertrofia Muscular Hereditária, que é unia síndrome encontrada nas espéciesmurina (ratos) e bovina. Macroscopicamente, são animais com um incremento generalizado da massa muscular. Em nível microscópico, o tecido muscular destes animais se caracteriza por um aumento no número, e não no volume, das fibras musculares, fenômeno conhecido como hiperplasia muscular; paralelamente a essa maior densidade muscular, ocorre um decréscimo concomitante de tecido conjuntivo e, sobretudo, de tecido gorduroso.
No gado bovino, este fenômeno foi descrito em diversas raças europeias, tanto espanholas (Asturiana los Valles, Pirenaica) como belgas (Branco Azul (foto)), italianas (Piemontesa, Marchigiana) ou francesa (Charolês, Limousine).
O gene da Miostatina ou GDF-8,  proteína que codificada, eé enquadrada na superfamília dos TGFbs, atua como REGULADOR EXTRACELULAR NEGATIVO do crescimento muscular. Foi demonstrado que as mutações que dão lugar a unia miostatina inativa são as responsáveis pelo crescimento muscular exagerado que caracteriza esta síndrome.
Atualmente, estas pesquisas estão direcionadas ao aperfeiçoamento da agropecuária, no aprimoramento de raças de gado bovino para corte, e já há trabalhos direcionados à piscicultura, todos visando o aumento da produção de carne.
 
Fonte:
w.w.w.anabolismo.org

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Fungo Capaz de Digerir Plástico.


Um grupo de alunos que fez parte de uma expedição anual de 2011 da Universidade de Yale a Florestas Tropicais, juntamente com Scott Strobel, professor de bioquímica molecular, descobriu na Floresta Amazônica uma espécie de cogumelo que ingere poliuretano, o plástico comum.
A missão da expedição era permitir que os alunos “experimentassem o processo de investigação científica de uma forma abrangente e criativa”. O grupo pesquisou algumas plantas e depois cultivou micro-organismos dentro do tecido delas. Foi então que eles descobriram o apetite voraz do fungo pelo poliuretano.
O plástico comum é usado para fabricar pneus, cola, verniz, mobílias, colchões, assentos de automóveis, preservativos, calçados, entre muitos outros. Uma vez que é jogado no lixo, ele permanece sem solução ambiental por várias gerações. O material pode ser reciclado em alguns casos, mas nunca eliminado.
O fungo , Pestalotiopsis microspora, é o primeiro  encontrado que sobrevive com uma dieta constante de poliuretano  e - ainda mais surpreendente - fazer isso em condições anaeróbicas (sem oxigênio) ambiente que está próximo da condição na parte inferior de um aterro sanitário (ou dos vários lixões aqui do Brasil). 
O Estudante Pria Anand estudou  comportamento notável do fungo e Jonathan Russell isolou  as enzimas que permitem que o organismo de degrade o plástico. A equipe de Yale publicou suas descobertas na revista Applied and Environmental Microbiology no ano passado e concluiram  que o micróbio é "uma promissora fonte de biodiversidade a partir da qual suas propriedades metabólicas podem ser úteis para biorremediação."
http://www.fastcoexist.com
http://aem.asm.org

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Planta Antibomba.


Soa como o cenário de filme de ficção científica: um aeroporto equipado com uma floresta de plantas de detecção de bombas que podem farejar potenciais terroristas. Mas de acordo com a June  Medford e sua equipe da  Universidade do Colorado, suas plantas modificadas poderiam transformar esse cenário em realidade.

De acordo com o estudo é feita a modificação genética nas plantas de Nicotiana para  ficarem com as folhas amarelas quando detectarem  concentrações mínimas de explosivos no ar. Usando um programa de computador, eles redesenharam as  proteínas receptoras para responder a TNT. Consequentemente, quando as plantas estão expostas a vapores do explosivo, TNT moléculas se ligam a receptores nos tecidos da planta e as folhas perdem a cor verde. 

Atualmente, as plantas podem mudar de cor em questão de horas,  e são 100 vezes mais sensíveis a sinais químicos do que as narinas de um cão,  mas terão de responder em segundos ou minutos para ser verdadeiramente útil como cães de guarda. O Financiamento pelo Departamento de Defesa e Segurança Interna vai ajudar na continuidade do trabalho.

"A maneira que eu vejo que existem duas aplicações realmente interessante", diz Medford. "A primeira é encontrar os poluentes ambientais
e a segunda é encontrar maneiras baratas de fazer a segurança  "
Fonte: 
http://www.cigarettesflavours.com